Pele morta do caminho anseiado. suprimido pelo pavor interior.



Um miserável bardo auto-intitulado de cavaleiro solitário vagava por cidades e suas ruas abandonadas, cantando tristes canções em sua mente. Suportava o inverno nas montanhas recebendo o mais gélido frio, o verão vagando em suas odisséias, o outono contando histórias a guerreiros pra acalorar seus cernes e a primavera asilado em cavernas. Olhava o céu cinza em busca de inspiração, mas seus olhos eram idênticos a abóbada celeste calcinada, então nada enxergava a não ser uma parte colossal do seu próprio eu. Solitário seguia sobre a luz da constelação de capricórnio, procurando o sentido da sua essência, era deslumbrado pela lua e sentia o sol como parte mais intima de si. Em uma de suas andanças encontrou nas montanhas uma fênix de gelo e assim viraram como mãe e filho; passaram-se meses e toda vez que o cavaleiro se sentia morto ia a fênix para curá-lo, pequeno ele era em sabedoria. Com a convivência aprendeu que é preciso mais que a morte pra assassinar um homem, assim sendo, deu adeus as gélidas asas afáveis da fênix. Seguia seu caminho, esmorecendo a cada noite e revivendo com o calor do sol pela manhã, apaixonado pela lua sem perceber sua frieza e descaso seguiu... Foi ao mais alto monte tentando alcançá-la e caiu no mais profundo abismo por isso. Tentado por demônios, tendo sua alma dilacerada seguiu dentro do vale da morte até o momento que encontrou o anjo caído com os olhos de verão. Descobriram que dividiam o mesmo coração e essência, saíram do abismo juntos e o anjo se tornou sua família. O anjo encontrou suas asas e levou o bardo pro mais perto do sol, segurando com um abraço, foi a viajem perfeita para o bardo. Mas certo dia o anjo teve de retornar ao céu prometendo voltar em dois dias saturnianos. Então seguiu ele, armado pelo escudo da superficialidade forjado no vale da morte, a armadura dourada de capricórnio concedida pela fênix e descongelada pelos olhos de verão do anjo e com a maçã da sabedoria vinda de sua própria alma, vagou novamente feliz por saber que o anjo ia voltar... Dotado do bom senso da maçã ele se livrou dos problemas. E mesmo quando nem sua alma percebia as adversidades os céus gritavam ao seu favor. Depois de girar seu próprio mundo e o mundo de todos em busca de sua existência descobriu a perfeição das coisas simples, achou nelas a fuga pro infinito e seguiu em busca do seu próprio céu, em busca da sua eternidade. O bardo sabia que sua história estava apenas começando, porém confiante ele seguiu, esperando encontrar sua paz.

bardo feminino, delicadamente rude/áspera dotada de sublime odor doce desaguando em suas lutas inexistenstes, cadência das suas escolhas chucras e covardes.

"Now I see it doesn't help to understand
How the pain became world-sized
How I realized
That life is losing friends

Try to see through these sheets of shit poetry
And see what there is left
See, I'm sad 'cause I'alone in this world and
Writing doesn't seem to help"

3 Comentários:

William Bandini disse...

Bah, tu escreve muito bem, e ainda gosta de Yoñlu. :S
Eu fico com pena de mim mesmo ao ler teus textos e depois ver os meus tão superficiais.
Huahuhahuauhahuahua

Weiss disse...

Blog sendo seguido.Se quiser saber de mim, leia este blog http://www.palindromosbeligerantes.blogspot.com/.


Weiss.

William Bandini disse...

Mais um belo post, neste outro blog (não consegui comentar lá, meu pc é MUITO rápido ¬¬').
Tenho inúmeras indagações acerca da sua pessoa...

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