Daquele Algoz.

Daquele Algoz que me roubou outrora a juventude,
só sobrou a certeza do quanto fui ingênua quanto a minha escolha.

Aquele Algoz de olhos negros e pele cor de amêndoas não maduras,
só me dá a certeza
em suas palavras parcas de cultura
o quanto fui genial,
por não ter-me infectado com tanta miudez de alma.

Naquele Algoz eu vi errôneamente uma luz de afeto protetor
e hoje eu vejo o quanto fui madura por ter de suportar otimistamente
suas asperezas
prazeres inexitentes e dogmas machistas e fastidiantes.

Mas eu pude ver a luz,
em olhos não mais lupinos e que se acha mau por se tornar por vezes em estética,
inquietamente manipuladores..
E que, irônicamente, mais uma vez,
o verdadeiro algoz
Aquele que nunca colocou um cigarro na boca,
Aquele que alimenta a cria como um cavalo marinho
que recebe elogios por seguir comportamentos de retidão
é o mais cruel
severo
doloso e pungente

Lobo no qual eu tive a infelicidade de me deparar,
nas escolhas de uma cega,
pelos caminhos traiçoeiros da vida.

[/não fui eu, foi meu eu lírico. OBG.

1 Comentário:

William Bandini disse...

Eu líricos comandam.
O meu tem até nome, ou seria um pseudônimo da minha pessoa ?
William Bandini, Lagarto, nada disso é real.

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