Estonteantemente perdida em dias frios daqueles que inflamam a garganta, e que não dá vontade de se produzir. afundando-se em superficialidades gritantemente agradáveis. Segue o Anjo faceiro, ali no dia em que comemora as suas primaveras, sem direito a um abraço presencial. [nem dos familiares em que mora com o anjo. não fez nada. talvez não tenha direito mesmo. não sinta pena. apenas aceite a verdade.]
Lembro do aniversário do meu sol. eu estava lá. aquecida. protegendo. iluminando um novo ano com velinhas e improvisos. abraços e paixões, lábios e êxtases, lágrimas e espasmos, sono cintilante, oscilante, em minha mente eternamente, agora lembrando como um jornal velho que succiona a umidade do meu quarto frio, aquele que parece que desprezei na hora que o deixei no chão do meu quarto para realizar sub função. mas que na realidade é uma coisa que eu dou valor imensurável [e único], ante a necessidade até vital que neutraliza a minha letal bronquite asmática e problemas respiratórios.
ele me dá vida.
Mas para todos -e até pra ele mesmo- é apenas um jornal. distante. em que outrora tive o prazer bêbado de Lê-lo em essência. e que agora ele não exite mais em minha vida. traças crueis e egocêntricas, parcas de subjetividades e vis. olhem para dentro de mim. ele não é útil. é vital, como esse oxigênio que dolorosamente eu metabolizo agora. meus olhos são lupinos, como os dele. meu olhar é indiferente, como o dele. minhas ironias são ácidas. meus lábios, ainda que carnudos encaixam-se perfeitamente em uma melodia cadênciada pelo amor eterno e pelas pausas extremamente necessárias à sobrevivência e sanidade do anjo.
disse não mais falar desse sentimento, mas faço uma bereve assertiva, de que hoje, ainda que queira, não estou sozinha. nem você. eu te ilumino no o raio da manhã com minhas lembranças. completo seu dia com sentimentos eternos de dor e gozo espiritual ao lembrar da sua linda face, seus perfeitos olhos e sua intelectualidade gritante. ter-te em mente como sempre em todos os âmbitos do meu dia e rir [superficialmente] imaginando. ele ia adorar estar fazendo isso. te olhando em cada canto da cidade. termino o dia com o alvorecer. e durmo cedo, no máximo às 19 horas do meu dia. escolho findá-lo assim, cedo. não há razão para prolongar o que não há sentido, não há razão para rir à noite na sacada, nem acordar quentinhos espreguiçando em um abraço. iniciando com o novo dia a certeza de que ser Feliz não é bobagem.
Eu te amo tanto que até dói. não sei se isso é saudável, mas sei que isto é pungente. vivificante. é a coisa mais profunda, e que os seus olhos, por motivos os quais eu ignoro, não conseguem enxergar.
não me faça mais olhar pra dentro disto, me ame, saiba o que não me destruirá por dentro e por fora. POR FAVOR. compreenda que amor se sente, não tendo de ser gritantemente explícito como palavras jogadas ao vento.
Olha tudo o que eu fiz por você, por nós. não seria capaz de fazê-lo por mais ninguém, não me arrependi. apenas dei uma pausa para que quando nos reencontremos no recanto do nosso lar, unidos em uma fusão irreversível, eu esteja pelo menos sem sentir a minha pele literalmente se desfazendo em desejos inúteis de ter-te agora comigo.
[O amor espera. i hope.]


1 Comentário:
Exclui sem querer. escrever de novo. por favor.
Postar um comentário