Nostalgia

Se falecesse meu corpo,
sem ele ter-se deleitado em espesso sentir mútuo.
em plenitude eu teria morrido também a essência,
tão fúnebre, tão muito.
o futuro é o meu amigo;
gargala litros de vinho do porto
Me faz esperar a aurora, paciente.
E esfuma-se em letargias comigo.

Diante dos meus grossos e cálidos lábios
posso lamber o líquido doce que escorre do seu gosto.
Posso arrepiar e latejar conosco.
Posso me nostalgiar seu imponente corpo.

Lembranças, lembranças,
me acariciam a alma,
explodem em afagos revividos
outrora o corpo devoto e dolorido
choro hoje por meus dedos dissolvidos.

2 Comentários:

William Bandini disse...

Estou de volta com vocês.
É muito bom voltar de um mar cheio de cabeças vazias (literalmente), e ler essas sábias palavras.
Parece que são escolhidas a dedo.

O Andarilho disse...

Sente-se a dor só, mas compartilhamos dela como se fossemos um todo.

http://sencienteessapiente.blogspot.com/

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